Mudando o Jogo

Comporte-se como uma enzina que catalise a mudança. 

“É divertido fazer o impossível.” [Walt Disney]

“Problemas não podem ser resolvidos com o mesmo nível de consciência que foram criados.” [Albert Einstein]

Em 1926, aos 21 anos, Steve Jobs e Steve Wozniak fundaram a Apple; que quatro anos depois atingira o valor de U$1.2 bilhões. Em 1985 foi demitido de sua própria companhia, período em que investiu em outras empresas; mais de 10 anos depois retornou a Apple fazendo da mesma uma das mais valiosas e mais inovadoras empresas do mundo.

John H. Johnson percebeu grande potencial no ignorado mercado de publicações direcionadas aos afros americanos, sua revista “Black World” que abordava aspectos culturais dos negros se tornou um sucesso. Anos depois lançou a revista “Ebony” que atingiu 2 milhões de exemplares e permitiu ao empreendedor construir um império das comunicações.

Empresas que se misturam na multidão, fazendo sempre mais do mesmo são rapidamente esquecidas; apenas aquelas que se mostram diferenciadas serão relembradas ou até mesmo idolatradas. Num mercado competitivo, ganhar clientes por preços é insustentável e leva uma empresa a estagnação; ser disruptivo é trocar as regras do jogo, e para isso é preciso estar à frente dos concorrentes e do próprio cliente.

Exemplos de tecnologias disruptivas podem ser encontradas em empresas como a alemã Siemens que criou o primeiro elevador elétrico em 1880, e em 1881 forneceu energia para a primeira iluminação pública no mundo. Recentemente a empresa Vitality lançou o GlowCap um repositório para armazenamento de remédio conectado à internet que emite alarmes ao paciente indicando a dose a ser consumida.

Um dos maiores ícones de inovação; a empresa Apple mudou o mercado de computadores, a indústria da música, as vendas de celulares, além de criar o mercado de tablets; seu IPod lançado em 2001 ainda se destaca com uma venda de 400 milhões de unidades e 25 bilhões de download do iTunes, o impacto deste produto reverteu a pirataria de música online e permitiu que artistas lançassem músicas não mais em álbuns, mas como singles através da loja eletrônica da Apple. No entanto, nem tudo são flores, tecnologias disruptivas normalmente são vistas com insegurança, e no jogo da inovação ou se ganha a fama ou se padece na infâmia.

Um lançamento inovador pode garantir a uma corporação uma boa receita, contudo o status de inovadora exige uma cultura corporativa flexível e que anseie por mudanças contínuas, Pierre Omidyar, criador do eBay; defendeu que uma empresa deve ser organizada como um software: sua arquitetura deve ser flexível e sua estrutura deve contemplar algo que vá além do inicialmente requerido pelo cliente, facilitando assim mudanças e adaptações.

Tão importante quanto uma cultura de inovação, está a capacidade de enfrentar possíveis falhas, Steve Jobs foi responsável por diversos lançamos que não decolou, Henry Ford fundou três negócios malsucedidos antes da Ford, o primeiro negócio de Walt Disney foi a falência e até mesmo Albert Einstein fora identificado como uma criança com dificuldades. Uma empresa inovadora, possui acima de tudo, acionistas que se expõe aos riscos e que percebem o valor de uma inovação mesmo após presenciar diversos lançamentos de insucesso.

Infelizmente, para mudar o jogo, é necessário muito mais que uma boa ideia. Precisa-se de uma organização com poder de marketing e visão de confiança e credibilidade por parte do mercado e dos consumidores. Neste ponto o Brasil está em grande desvantagem, um país grande economicamente, porém com pouco histórico de inovação e pouco conhecido, exceto em alguns poucos setores, por ser exemplo de eficiência a ser seguido.

De qualquer maneira, por mais que sejam poucas as empresas com a capacidade de mudar o jogo internacional, são várias as que podem mudar o cenário nacional ou até mesmo da América Latina. Tão importante quanto ser capaz de ser o agente da mudança, consta também a capacidade em ser um agente capaz de catalisar a mudança propagada e criada por outros em um contexto regional.

Não faltam ideias disruptivas e mudanças de impacto em todo o mundo, cabe as organizações brasileiras conseguirem abraça-las, aplicando-as de forma eficiente e tropicalizadas” para nosso contexto cultural e social. O mesmo vale para colaboradores dentro de organizações passando por processo de mudança; uma mudança funciona como um tsunami, lutar contra ele é simplesmente gastar energia para combater o imbatível enquanto se poderia utilizar o esforço para aprender em como utilizar a força devastadora que está chegando em benefício próprio.




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