Orgulho e Punição

A pior doença que afeta os executivos é o egotismo.

“Os melhores líderes nunca presumem ter todo o conhecimento que lhe permitiram chegar ao sucesso.” [Jim Collins]

Jim Collins é um consultor de administração cujos livros já ultrapassaram os 10 milhões de exemplares e são vendidos em mais de 35 diferentes línguas. Sua consultoria fundada em 1995 tem como foco tornar boas empresas em grandes companhias; possui experiência de consultoria em quase todos os setores da economia.

Grandes empresas podem sumir do mapa repentinamente, exemplos existem aos montes, bem como os motivos são diversos, no entanto um ponto em comum permeia todos os acontecimentos: o excesso de sucesso.

Jim Collins identificou cinco estágios do declínio organizacional, no primeiro estágio a empresa está avançando e a inexistência de problemas leva ao sentimento de que o grupo é tão grandioso que pode fazer qualquer coisa. No segundo estágio a busca exagerada por mais, leva a companhia a fazer grandes saltos em áreas que possui força e se aventurar em outras áreas através de aquisições, floresce então o sentimento de que o grupo deve fazer muito mais.

No terceiro estágio problemas devido a um crescimento desordenado aparecem, e anomalias levam os colaboradores a questionarem decisões gerenciais; esta indicação de que algo não está certo é geralmente ignorada “externando” os problemas a uma condição temporária do mercado que em breve será contornada. Neste estágio encontra-se o momento apropriado para contornar o declínio futuro; a Intel é um exemplo bem-sucedido, enquanto o banco Lehman Brothers ignorou as hipotecas de risco e caminhou para a falência na crise de 2008.

No quarto estágio os problemas organizacionais são inegáveis, contudo ações inapropriadas, geralmente refletida em atos de baixo impacto na esperança de que um novo produto ou mudança no mercado levarão a companhia para o último e quinto estágio: a rendição ou morte. Ao atingir o fundo do poço, corporações geralmente se tornam um marginal no mercado e são incapazes de reter grande parte dos clientes, atuando em nichos específicos e sobrevivendo com negócios legados do passado.

Mesmo nos últimos estágios é possível uma recuperação, a Apple em 1997 foi um exemplo clássico através de uma redução disciplinada da atuação no mercado e foco na inovação, um dos principais fatores de sucesso inicial da corporação. Em muitos casos, a humildade é fator essencial para a recuperação, atributo raramente encontrados em gestores durante um momento de grande pressão.

Fazer parte do corpo diretor de uma organização que cresce e expande deve ser tão grandioso e excitante quanto acertar em uma aplicação no mercado financeiro ou sair de um cassino com milhares de dólares depois de uma noite de sorte e boa estratégia. Contudo são nos momentos de euforia e narcisismo que o mundo externo é colocado de lado, e são quando mudanças importantes podem passar desapercebidas.

Resultados macroeconômicos são cíclicos, e apesar de alguns ciclos atingirem de forma menos impactante alguns setores; todas as áreas do mercado encontrarão seu “dia D” independentemente do quão inovador e promissor a organização seja.

Portanto, é importante, que diretores e executivos, que concentram grande poder de decisão e não precisam dar muitas explicações para outrem, sejam vigilantes entre si para que a empresa se arrisque, porém, esteja sempre com uma saúde financeira adequada para enfrentar as inevitáveis oscilações do mercado.

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