Papéis Gerenciais de Mintzberg

Gerenciar é uma prática onde arte, ciência e habilidade se encontram.

“Eficiência organizacional não pode ser resumida no limitado conceito de racionalidade. Ela é uma mistura de lucidez lógica e intuição poderosa.” [Henry Mintzberg]

Henry Mintzberg formou-se em Engenharia Mecânica no MIT, e dedicou sua vida a um produtivo e premiado estudo sobre estratégia e gerenciamento. Atualmente trabalha como professor, consultor e autor de livros que são referências na área de gerenciamento.

Qual a verdadeira função dos Gestores? Apesar do estereótipo do planejador sistemático apregoado por décadas, Henry Mintzberg defende um gestor cujas ações devem envolver três papéis essenciais. No papel informacional o gestor é responsável por monitorar, disseminar e ser o porta voz de sua equipe; enquanto executa seu papel interpessoal o gestor é responsável por ser uma referência representativa, líder, e elo de ligação; já no papel de decisão o gestor é responsável por ser empreendedor, agente de mudança, alocar recursos e negociar.

Devido as atividades de alinhamento e monitoração, o gestor naturalmente acaba por ter mais informações que sua equipe, portanto, é sua responsabilidade disseminar as informações para todas áreas da empresa. As ações de negociação e utilização de recursos também são de extrema importância, pois permitem que a equipe possa focar nas entregas que devem ser realizadas aos clientes, evitando que distúrbios ou diferenças organizacionais afetem o trabalho como um todo.

Mintzberg lembrou que a visão restrita do gestor como cientista racional não contempla a complexidade do trabalho do gestor, que consiste de decisões altamente subjetivas, onde é exigido uma intuição aguçada e forte capacidade de julgamento em curtos prazos. A eficiência operacional de um gestor está intimamente ligada a quantidade de informações disponíveis bem como a facilidade em processá-las, o que remete a necessidade de conhecer intimamente os processos de sua área.

Vivemos uma época de individualismo e culto ao racionalismo tão grande que muitas vezes se passa desapercebido outras habilidades que devem ser cultivas pelos seres humanos, e claro, também pelos gestores. A racionalidade é excelente para trazer os resultados, contudo é o relacionamento interpessoal que possui a maior capacidade de manter uma equipe harmoniosa, e a comunicação quem garante que todos saibam qual o objetivo a ser atingido para que todos trabalhem de forma sincronizada em busca de um bem comum.

Não menos importante, é o racional quem deve buscar o rompimento com o “status quo”, a comunicação deve ser habilidosa o suficiente para transmitir ideias de forma objetiva, transparente e sem maquiagem enquanto os conflitos e insegurança, inevitáveis em quaisquer relações, deve ser atacada pela habilidade interpessoal.


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