Ignorando a Multidão

Nade contra a corrente, vá ao contrário, ignore a sabedoria convencional.

“Percebe-se que toda uma comunidade repentinamente forma uma opinião por um objeto, e se entregam a loucura para alcança-lo.” [Charles MacKay]

 “Aqueles presos pelo instinto coletivo sempre sofrem com os dilúvios da história. Os poucos que observam, raciocinam e se precaverem escapam das enchentes” [Anthony C. Sutton]

Warren Buffet é considerado o maior investidor do século, o que lhe rendeu o título de “Oráculo de Omaha”. Sua estratégia de não seguir a multidão lhe rendeu ganhos exorbitantes, o que o levou em 2012 a ter uma fortuna estimada de U$44 bilhões.

O movimento das massas é comum em diversos segmentos da sociedade, o mais visível deles está no mercado de ações, onde as altas atraem novos investidores num grande movimento de alta enquanto a queda repele investidores num grande movimento de baixa. O mercado imobiliário, também tem se mostrado influenciado por este tipo de movimento. Contudo não são apenas investidores e consumidores amadores que padecem de tal erro; empresas frequentemente são levadas por movimentos de mercado, o que resulta em grandes perdas e incontáveis prejuízos.

Em um período de crescimento econômico as empresas acabam por acumular dinheiro em caixa, o que resulta naturalmente na aquisição de concorrentes e parceiros. O comprador que acredita numa sinergia entre as organizações, na verdade em 66% dos casos resulta em prejuízo e perda de valor para ambos os negócios.

Outro ciclo importante do mercado está na especialização e generalização, empresas são puxadas constantemente pelo mercado a cortarem divisões que não geram resultados no curto prazo e em outros momentos a adquirir novos negócios aumentando seu portfólio e consequentemente a capacidade de gerar negócio.

São poucas as empresas que podem desfrutar da liderança em um mercado, e uma das grandes vantagens desta liderança consiste na “propaganda” de sua capacidade que leva muitos concorrentes a adotarem uma estratégia de copiá-las. Contudo a grande parte não possui um portfólio prévio e aderente, o que leva ao lançamento de produtos que não atingem o sucesso esperado ou aparecem em um momento inadequado. Muitas vezes é mais sensato ignorar o mercado e buscar avaliar quais as próximas oportunidades para se desfrutar, focando em fundamentos que permitirão os negócios se sustentarem num maior prazo.

Não importa se um pequeno investidor, um fundo de investimentos, uma empresa pequena ou média, ou até mesmo uma bilionária corporação. Todas as decisões são tomadas por seres humanos, e esmagadora parte desta são tomadas emocionalmente, já que a racionalização adequada exige disponibilização e análise maciça de dados.

Até então nenhum problema, nossa intuição ou inconsciente é muito mais poderoso do que imaginamos; o perigo mora na influência externa e estresse aos que as pessoas são submetidas, por prazos, metas e resultados; ou o que é pior ainda, pela vaidade em se destacar ou despontar ou o medo de errar.

O “coletivo” é uma armadilha gigantesca, pois como um câncer permite a organização viver e desfrutar de resultados por anos ou até mesmo décadas, até que o erro ou doença seja percebido e os sintomas venham à tona.

Devemos estar atentos, também, para o sistema econômico em que estamos inseridos, onde o aumento de consumo é puxado por modismos sazonais que só podem se concretizar se houver um movimento em manada causados por estímulos externos. Infelizmente tais estímulos não são utilizados apenas para com o pobre e vulnerável consumidor final, estes atingem todas as esferas da sociedade; os ricos, executivos e instituições não estão livres tampouco imunes.

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