Aprendendo com os Erros

Transforme todo desastre em uma oportunidade.

“Eu não falhei. Eu apenas encontrei 10.000 maneiras de fazer algo não funcionar.” [Thomas A. Edson]

J. D. Rockfeller abriu seu primeiro negócio aos 21 anos e aos 44 anos sua empresa de maior sucesso: a Standard Oil. Tornou-se o americano mais rico da história e dono do maior monopólio já existente, contudo suas práticas comerciais eram contestáveis o que levou a Suprema Corte a particionar seus negócios. Esta notícia negativa foi transformada na oportunidade em doar parte de sua riqueza tornando-o o maior filantropista do mundo, uma jogada de marketing que deu certo e hoje é perpetuada pelos Institutos Rockfeller.

Grande parte das histórias de sucesso foram antecipadas por casos de fracasso. Thomas Edison, Henry Ford, James Dyson; o mais custoso não é falhar, e sim, não aprender com os erros se privando em enxergar as oportunidades. Um dos casos mais relevantes envolve o bilionários J. D. Rockfeller que ao ver a invenção da lâmpada ameaçar seu monopólio de iluminação por querosene lançou a gasolina para ser utilizada em motores de combustão utilizados na indústria e no recém inventado automóvel; sua riqueza cresceu exponencialmente a partir de então.

Geralmente, pessoas aprendem com seus erros mais facilmente que organizações, pois o escopo de atuação e o conhecimento individual é retido integralmente. Para contornar a dificuldade do aprendizado num corpo coletivo recomenda-se que organizações criem uma cultura de debate e catálogo de erros cometidos, ao invés de adotar ações reforçadas pela crítica e penalização. O principal objetivo em debater um erro não é apenas evitar que ocorra novamente, mas também permitir uma ação rápida que gere uma mudança racional de direção; por conta disso a flexibilidade e capacidade de absorver feedback da direção é extremamente importante.

Muitos dizem que errar é Humano, persistir no erro é “burrice”. Fácil tecer tal afirmação quando falamos de uma pessoa ou indivíduo, alguém que passou por um momento de dificuldades e “sentiu na pele” todos os impactos, dificilmente ficará exposto novamente. Contudo quando falamos de uma família, onde gerações vão e vem ou de organizações onde o corpo diretor, gestor e até mesmo dos colaboradores são trocados e renovados continuamente, o aprendizado se torna complexo.

Geralmente, o que molda a capacidade de uma empresa em aprender com os erros é a sua cultura, contudo está se trata de algo tão silencioso que muitas vezes não é percebido e assume uma de duas facetas: ou a empresa possui uma cultura de positiva onde os problemas são desmiuçados e as oportunidades agarradas, ou a empresa possui uma cultura negativa onde os problemas são expostos e a caça às bruxas executada de forma impiedosa.

Se em sua organização a caça às bruxas é mais comum, um processo de catálogo e memória de decisões incorretas deve ser criado para auxiliar a enxergar novas oportunidades. Se a empresa não passou por erros de impacto, é uma bela oportunidade para iniciar a criar uma cultura positiva de aprendizado. Para as organizações que já possuem está cultura, parabéns, aproveitem as crises que surgirão, certamente, de tempos em tempos.

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