Modelo de Maturidade e Capacidade

Se você não sabe onde está, um mapa não vai lhe ajudar.

“A ideia básica era motivar pessoas a repensar como elas trabalham para que pudessem saber como melhorar.” [Watts S. Humphrey]

Watss S. Humphrey é um dos principais responsáveis pela disciplina de engenharia de software. Trabalhou no Software Engineering Institute na Carnagie Mellon onde desenvolveu os estudos sobre CMM, posteriormente o Personal Software Process (PSP) e Team Software Process (TSP). Foi premiado com a Medalha Nacional de Tecnologia por sua contribuição à área.

Apesar de nem sempre descrito, o uso de procedimentos para se realizar uma atividade e atingir um resultado fizeram parte do cotidiano do Homem durante milhares de anos. Contudo foi Adam Smith no século XVIII quem primeiro observou a existência de processos nas atividades industriais, e sua proposta de especialização no trabalho aumentou a produtividade industrial de 200 a 4.000 vezes.

A partir da década de 70, processos foram desenhados em um fluxo de atividades, o objetivo era permitir a visualização das etapas facilitando entender a posição atual e onde se deveria chegar. Em 1988, Humphrey desenvolveu um Modelo de Maturidade da Capacidade (CMM) cujo objetivo era permitir a uma organização identificar qual a maturidade de seus processos bem como definir ações que auxiliem a melhorá-lo.

A ideia por de trás do CMM foi tão forte que a técnica, inicialmente desenvolvida para a aquisição de software da marinha americana começou a ser aplicado em diversas outras disciplinas. O CMM consiste de 5 níveis de maturidade, no primeiro nível os processos são caóticos e mal definidos, no segundo o processo existe e pode ser repetido, no terceiro os processos são padronizados e implementados proativamente, no quarto nível eles são gerenciados e monitorados, no último nível os processos são melhorados por retroalimentação.

A grande força do CMM está na sua precisão em medir processos, com ele é possível comparar o processo entre empresas para se averiguar qual é mais maduro. Tal medida é importante pois a maturidade no gerenciamento de projetos de TI indica se uma organização cria ou adquiri soluções tecnológicas de qualidade, e estas possuem impacto direto na eficiência organizacional como um todo. Outro grande ponto positivo consiste em dar uma visão gerencial de como a organização está estruturando suas atividades e quais os pontos a serem melhorados.

O CMMi é uma ferramenta fantástica, contudo os “missionários” que carregam sua “palavra” e a promessa corriqueira de que a mudança nos processos serão os responsáveis pelo aumento drástico na qualidade e produtividade, levam empresas que buscam uma consultoria a se perderem no labirinto da reestruturação dos processos que geralmente ganha mais foco do que a entrega dos resultados. Quando o foco organizacional passa a ser os melhores processos é comum que-se deixe de lado o comportamento das pessoas e o resultado de seus trabalhos.

Como já comprovado pelas milhares de empresas que seguiram o modelo de Adam Smith, a especialização e um processo bem definido de trabalho pode aumentar exponencialmente a produtividade de uma organização, setor ou até uma nação por inteiro. Contudo não se pode esquecer que bons processos exigem pessoas capazes de realizá-los, e engajadas com os seus resultados.

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