Matriz de Ansoff

Expansão traz riscos, a diversificação dobra.

“Quando a organização se torna habilidosa na formulação de estratégias, a tradução de estratégia em resultados cria uma paralisia pela análise em excesso.” [Igor Ansoff]

Na década de 70, Igor Ansoff percebeu que muitas organizações gastavam tempo de mais discutindo um problema o que levava a falha numa ação tardia, optou, portanto, em aplicar um modelo de estratégia simplificado. A Matriz de Ansoff apesar de limitada é uma ferramenta que aliada a outros modelos ainda tem sido utilizada por companhias em sua formulação estratégica.

Muitas organizações, após um período de sucesso, conseguem angariar recursos que lhes permitem expandir e crescer de forma mais veloz. A Matriz de Ansoff, criada pelo matemático Igor Ansoff em 1957, é um modelo que permite vislumbrar quatro possíveis estratégias avaliando o risco de cada uma destas.

A Matriz permite criar quatro tipos de estratégias. A primeira delas consiste em aumentar a penetração no mercado utilizando produtos já existentes em mercados que a organização já possui acesso, esta estratégia é a de menor risco e geralmente leva em conta aumentar investimentos em marketing, programas de fidelização ou competição por preços.

A segunda estratégia consiste em desenvolver novos mercado utilizando produtos já existentes, ao buscar novas regiões e localizações o produto muitas vezes deve ser adaptado e investimentos adicionais em novos canais ou filiais serão os principais fatores de risco.  A terceira estratégia consiste em desenvolver novos produtos para que possam ser oferecidos em mercados já existentes, o custo de criação de um novo produto bem como o gasto com marketing para alavanca-lo são os principais fatores de riscos.

A quarta e última estratégia é a diversificação onde a organização tenta oferecer um novo produto em um novo mercado é a mais arriscada de todas e deve ser adotada quando a companhia realmente pode perder os recursos investidos ou ter estes congelados por um longo período de tempo.

A rede de supermercados Tesco adotou uma estratégia de diversificação ao criar lojas simples com preços pouco acessíveis em bairros do subúrbio nos EUA. O resultado é que as novas lojas não atraíram clientes com maior poder de compra por sua simplicidade, nem os clientes de menor poder de compra que buscam promoções; o prejuízo foi de U$1.9 bilhões de dólares.

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