Martin Luther King (1929 – 1968)

Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera.

“A discriminação é um monstro que atormenta os negros a cada momento de sua vida, para lembrá-los de que a mentira de sua inferioridade é aceita como verdade.” [Martin L. King]

Apesar da abolição da escravidão após a Guerra Civil, os EUA, principalmente os estados sulistas, ainda se amparavam num conjunto de leis denominadas Jim Crow para recusar direitos civis a população negra; na década de 50, Martin Luther King se engajou na luta pelos direitos civis estruturando um protesto de massas e desobediência civil inspirado por Mahatma Gandhi.

Martin ajudou a formar uma conferência cristã de igrejas cujos membros eram em sua maioria negros, esta união de congregações conseguiu trazer um caráter nacional ao movimento de Direitos Civis.

Argumentou que sua principal luta era contra a ignorância que sustentava uma sociedade que excluía não só os negros, mas também as minorias e era esta mesma ignorância que impossibilitava um avanço civil através da política; reiterou assim sua percepção de que seria necessário iniciar uma onda de manifestações capaz de vencer a ignorância das maiorias.

Apesar de criticado por membros mais radicais, que viam um progresso lento nas manifestações, Martin L. King manteve o fundamento em protestos não violentos, cuja resistência traria a empatia do público e das massas, King e seus seguidores enfrentaram intimidações e espancamento em diversas ocasiões, cujas imagens mostradas na imprensa conquistou para o movimento o apoio de muitos cidadãos, encorajando o ativista a se engajar em outros tópicos como a Guerra do Vietnã, onde repetia a ideia de que o Estado ao invés de gastar bilhões em uma guerra sem propósito deveria prover o bem-estar nacional.

Na década de 60 ampliou sua campanha para pedir programas que combatessem a pobreza, estas manifestações pediam a criação de um salário mínimo, programas habitacionais e compromissos com a luta pelo desemprego. Sua conclusão foi a de que a mesma ignorância que colocava os negros como inferior era responsável por rotular o estigma de que todo pobre é preguiçoso; se valeu para esta conclusão da percepção social de que o status econômico era um reflexo direto das habilidades e talentos de um indivíduo enquanto a ausência de bens era uma mera reflexão de sua falta de fibra laboral.

Martin L. King foi um dos mais influentes líderes não só nos EUA como em todo o mundo, no entanto, de todas suas campanhas apenas os Direitos Civis foram consolidados em 1968 após seu assassinato enquanto o problema da pobreza ainda continua sem solução.

Não saberia dizer se é garantido o sucesso de movimentos pacíficos que pregam a desobediência civil, mas considerando que o mesmo conseguiu a simpatia de povos islâmicos, hindus, católicos e protestantes, é no mínimo de se esperar que causem efeito em grande parte de uma população cuja nação tem como princípios básicos o amor ao próximo. Seria difícil de acreditar uma falta de apoio a campanha Martin L. King depois de ver os espancamentos sofridos pelos negros por simplesmente sentar no balcão de uma lanchonete. Contudo o sucesso para por aí, mais de 40 anos se passaram e a ignorância cultural ainda é forte em diversos países, o Brasil não fica atrás.

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