O Atrativo da Ética

Pessoas querem companhias que acreditem em mais que maximizar lucros.

“Todos tem o direito ao sucesso, e o sucesso deve ser ético.” [Sharad Pawar]

Karl Mark desnudou a Revolução Industrial ao mostrar que o capitalismo empregado explorava o trabalhador nas mais diversas formas; contudo a dificuldade de acesso a informação e a inexistência do Marketing e da Propaganda para com o politicamente correto manteve a classe consumidora indiferente aos problemas alheios. Em 1962 a carta de direto aos consumidores foi lançada nos EUA e que somada a criação da Fairtrade Foundation em 1988 trouxe à luz de muitos consumidores sua responsabilidade em combater a exploração do trabalho e a falta de ética nos negócios.

Apesar de estudos confirmarem em 2008 pelo Psychologial Science Journal a tendência para o comportamento ético, moral e justo foi alvo foram criadas leis que garantiam aos trabalhadores diretos e condições de trabalhos que entreguem saúde e segurança, e claro, um salário justo e adequado. Contudo o problema não atingia apenas os profissionais que atuavam na empresa e a percepção a partir de 1960 de que organizações utilizavam seu poder financeiro e estrutural para sufocar clientes levou a criação em 1962 da carta de direitos dos consumidores, adotada mundialmente em 1985.

Na década de 90, organizações como a Fairtrade Foundation iniciaram trabalho de apoio a fazendeiros e produtores emitindo relatórios anuais quanto ao uso da exploração do trabalho bem como as más condições, o que permitiu aos consumidores uma maior atenção e posterior influência no modo de operação de grandes companhias. A Internet facilitou o acesso a informação, e a publicação de artigos que mostram a globalização como catalizadora do processo de exploração do trabalho em países subdesenvolvidos por grandes empresas gerou uma massa de ativismo pelo consumo politicamente correto em diversas nações.

A resposta do mercado para este crescente ativismo concentrou-se na liberação de códigos de conduta, e até mesmo do planejamento de crescimento sustentável; mesmo que boa parte dos consumidores são conscientes apontem que estas organizações dificilmente se dedicariam a ética com o mesmo ímpeto que se dedicam a geração de lucro, muitos preferem acreditar em organizações que possuem tais planos do que as organizações que simplesmente não deram o primeiro passo.

Difícil uma organização de médio ou grande porte que não contenha um código de ética, e mesmo que seja para inglês ver, se trata de algo importante traz uma visão positiva frente aos consumidores, colaboradores e até mesmo frente a disputas judiciais. No Brasil, ter um código de conduta se tornou praticamente a regra depois dos escândalos de corrupção ativas que vieram à tona com a operação Lava Jato. Valido ressaltar também, que não apenas consumidores buscam empresas politicamente corretas, muitos dos grandes talentos querem trabalhar em algo que seja mais do que apenas gerar lucros a qualquer custo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s