Benchmarking

Tomando referência dos melhores.

“Benchmark fornece um inventário de mudanças criativas que outras companhias já realizaram.” [John Langley]

Ficar de olho no trabalho da concorrência para aprender as melhores práticas é importante, contudo o benchmarking não pode se concentrar em conhecer as empresas apenas do mesmo setor. Alan Goldman e Martin Elliot aplicaram a metodologia de pit-stop da Ferrari em sua equipe do Great Ormond Street Hospital, onde as operações teriam apenas um líder e cada pessoa teria sua responsabilidade bem descrita; o resultado foi uma redução de erros nas operações em 70%.

Em um mundo onde existem centenas, ou até milhares de organizações que atuam em um setor ou área em específico, é fácil perceber que muitas destas organizações criaram melhores metodologias ou obtiveram maior sucesso em áreas como vendas, satisfação de cliente, produtividade, inovação ou redução de custos. A ideia por de trás do benchmarking consiste em analisar cautelosamente estas organizações e entender seus processos, ferramentas e investimento pessoal para tentar replicar a atuação de grande desempenho dentro da própria empresa.

As organizações que aprendem a fazer benchmarking se beneficiam muito, pois ao invés de chegar na eficiência através da tentativa e erro se inspiram ou copiam um modelo já maduro e bem-sucedido, reduzindo gastos com investimentos. Alguns estudiosos ainda defendem que muitas vezes é mais vantajoso ser uma empresa fast follower do que uma organização que esteja sempre buscando a liderança; pois a chance de erros e perda de grandes volumes de investimentos para surpreender o mercado pode ser grande.

Um grande exemplo de benchmarking foi aplicado pela americana Xerox na década de 80 ao perceber que estava perdendo mercado para suas concorrentes japonesas Canon e Ricoh; grande parte desta perda estava relacionado ao custo menor de venda dos produtos que possuíam uma qualidade similar ou superior.

A Xerox, então, analisou os produtos dos concorrentes e percebeu uma “componentização” maior, o que permitia se beneficiar de circuitos integrados de empresas parceiras reduzindo o custo de desenvolvimento de componentes customizados e se beneficiando da compra em massa.

Sendo ainda mais agressiva, a Xerox visitou as plantas de alguns concorrentes para aprenderem suas metodologias de produção; o resultado foi um aumento de uso de componentes de mercado em seus produtos de 20% para 70% e queda das reclamações em 60%, neste mesmo período conseguiu reduzir seu custo de desenvolvimento em 50% tornando-a uma empresa competitiva no mercado novamente.

O uso de benchmarking não é exclusivo de companhias privadas, muitos governos também trocam informações com vizinhos ou outros países mais desenvolvidos para melhorar serviços de educação, saúde e segurança. Um exemplo está no caso da OECD que analisou a qualidade o ensino básico em diversos países e concluiu que a Finlândia estava em primeiro do ranking; o resultado foi uma visita em massa de governantes de outros países para aprender um pouco mais sobre o sistema de educação finlandês.

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