Johannes Kepler (1571 – 1630)

A órbita dos planetas é uma elipse.

“A Natureza utiliza o mínimo possível de qualquer coisa. ” [Johannes Kepler]

Nascido em Weil der Stadt, próximo a Stuttgart, Alemanha; Kepler criou sua reputação por sua grande habilidade matemática e facilidade de aplica-la a movimentos astronômicos. Trabalhou com os grandes de sua época e herdou de Tycho Brahe a missão de criar um modelo para sobrepor todos outros e resolver de vez a equação que permitiria modelar os movimentos planetários.

O modelo de Copérnico, apesar de ter acertado no Sol como centro de um Sistema, errou ao prever que as órbitas dos planetas eram circulares e claro, ao reafirmar que corpos pesados (planetas) eram montados em esferas de cristais. Para provar tal modelo viu-se obrigado a embutir diversas adequações tornando suas teorias demasiadamente complexas.

Tycho Brahe foi quem primeiro observou o nascimento de uma supernova, o que lhe permitiu questionar o modelo de Copérnico de que o Universo além das estrelas era estático e imutável. Foi também da observação de cometas que percebeu que a ideia de planetas montados em esferas era uma falsa constatação.

Kepler, que trabalhou juntamente com Brahe, continuou suas observações, o que permitiu elaborar uma modelo de órbita elíptica onde o Sol fazia parte de um dos focos. Também pode afirmar de seu modelo que o tempo gasto para percorrer o segmento da órbita que estava mais próximo ao Sol era maior e que, portanto, sua velocidade próxima ao Sol aumentava. Finalmente, demonstrou que o tempo para percorrer a órbita estava relacionada com a distância do planeta ao Sol, o que permitiu calcular a distância da Terra a outros planetas.

O modelo de Kepler possuía um único problema, se uma elipse possui dois focos e o Sol está em um deles, o que faria parte do outro? Uma escuridão invisível? Deus? O Homem possui vícios, e entre eles está a necessidade de encontrar o equilíbrio, o contraponto que proíbe algo de pender para um único lado. Difícil acreditar, que assim como na elipse, o foco é apenas um conceito, algo que permite um modelo ser fielmente representado, e não necessariamente algo material, palpável ou até mesmo idolatrável.

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