Robert Boyle (1627 – 1691)

Tocando a elasticidade do ar.

“Toda teoria pode ser verificada e provada falsa, mas nenhuma conclusivamente verdadeira. ” [Karl Popper]

O homem está tão viciado em julgar seguindo seus sentidos que deixou o ar de lado como sendo algo que surge do nada. [Robert Boyle]

Nascido em uma das famílias mais ricas da Grã-Bretanha, dedicou sua vida aos estudos em Londres e Oxford. Fez parte de um grupo de estudiosos denominados “Invisible College” que se tornou posteriormente a “Royal Society”, do qual fez parte do conselho.

No século XVII a Europa iniciava seus estudos sobre o ar com o intuito de chegar à conclusão se o espaço entre corpos é sempre preenchido por algo, pensamento cartesiano, ou existiria um vácuo, pensamento atomista.

O matemático Gasparo Berti percebeu em seus experimentos, que um tubo de água se virado de cabeça para baixo em uma bacia com água formava uma coluna de água de 100cm de altura (na verdade um Barômetro); enquanto Evangelista Torricelli sabendo do trabalho de Berti fez o mesmo experimento com mercúrio, ciente que este era mais denso que a água, e observou que a coluna formada era de 76cm de altura. Sua explicação foi de que o tubo não esvaziava, pois, o ar de fora do tubo fazia pressão para manter o mercúrio dentro do mesmo.

Blaise Pascal e Florin Périer realizam o experimento com o tubo de mercúrio em dois lugares distintos e perceberam que a altitude da cidade influenciava consideravelmente na altura da coluna; constatando, portanto, que lugares mais altos possuem uma coluna de mercúrio menor devido a menor quantidade de ar que poderia fazer a força contrária mantendo a substância no tubo.

O prussiano Otto Von Guericke criou uma engenhoca que permitia acoplar dois hemisférios de uma esfera e retirar o ar de dentro delas; constatou que ao retirar o ar a pressão externa ficava tão forte que nem mesmo dois cavalos, cada qual puxando os hemisférios para lados distintos, eram capazes de separar ao meio a esfera.

Robert Boyle para repetir o experimento criou um equipamento capaz de retirar o ar de um repositório, onde foi possível repetir o método de Pascal e Périer em laboratório além de claro realizar inúmeros outros experimentos. Dentre estes, o que permitiu averiguar que ao diminuir a quantidade de ar de um ambiente os corpos dentro deste tendem a expandir e que o aquecimento do ar alterava a pressão que este exercia, dando início ao estudo da energia cinética.

Como resultado final, Boyle criou algumas leis de comportamento dos gases, onde reforçou que a pressão de um gás multiplicada por seu volume é constante se mantida sua temperatura. Ou seja, se o volume reduzir a pressão aumenta e vice-versa; e o aumento da temperatura aumenta a pressão do gás se mantido o mesmo reservatório.

Apesar de não ser o formulador real de todas as suas leis, pois baseou-se no trabalho de diversos outros cientistas, foi ele quem meticulosamente as testou, mensurou e publicou um trabalho de forma concisa e organizada.

A história de Robert Boyle deixa grandes ensinamentos, o primeiro é que dinheiro se trata de uma variável importante no avanço a ciência, pois permite adquirir laboratório de excelência. O segundo consiste na importância da redação e publicação adequada dos estudos; não apenas com o intuito de se ganhar o mérito de uma descoberta, e sim para permitir que anos ou até mesmo décadas de aprendizado não sejam esquecidos ou arquivados em um baú qualquer de uma casa abandonada. Não basta fazer algo acontecer, deve-se registrar e ensiná-lo para que no futuro possa ser aprimorado.

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