Christiaan Huygens (1629 – 1695)

A Luz é uma partícula ou uma onda?

“Não sabemos nada certamente, e sim tudo provavelmente. ” [Huygens]

Astrônomo e Matemático alemão se dedicou ao estudo da matemática e óptica. Visitou a Inglaterra onde se encontrou com Isaac Newton para debater o estudo das forças e do movimento, contudo discordou deste quanto a possibilidade de uma força agir à distância tal como foi explicado a gravidade. Além de seus estudos sobre a Luz foi responsável pela invenção de um relógio de alta precisão e diversas observações astronômicas.

No século XVII existia uma fascinação pelo estudo da luz, e a busca por uma teoria que pudesse explicar de uma única maneira as suas principais propriedades: reflexão, refração, difração e suas cores. Isaac Newton conseguiu demonstrar alguns conceitos com a ajuda de um prisma e em sua teoria ponderou que a luz deveria ser composta por pequenas partículas que se locomoviam em linhas retas.

Huygens defendeu que o espaço era preenchido por uma substância e que a movimentação da luz fazia esta substância se dissipar em ondas, onde estas interferiam na velocidade da luz permitindo que um mesmo feixe pudesse ao mesmo tempo refletir e refratar. Apesar de sua teoria ser mais ampla ter explicado alguns pontos que a de Newton não soube responder, os trabalhos de Huygens tiveram baixo impacto devido a credibilidade de Newton.

Atualmente, a ciência, possui explicações melhores para a luz. Sabemos que ela se movimenta em forma de ondas bem distintas das propostas por Huygens, e que estas ondas não são longitudinais e sim transversais. Evidências também mostram que a luz não precisa de matéria para se propagar e que carrega consigo partículas que vibram seguindo a direção da onda.

Fácil imaginar as infindáveis discussões entre os cientistas sobre o comportamento da luz, uma suposição sobre o invisível, num mundo abstrato que não se pode monitorar ou mensurar. Debates como estes, atualmente, seriam facilmente castrados e postergados para a eternidade, ainda mais se fosse avaliado o retorno financeiro da descoberta ou esclarecimento da curiosidade.

Contudo são de discussões e buscas como estas que hoje podemos desfrutar de ferramentas como o Laser, podemos captar energia através de painéis solares e até mesmo o simplório uso das lentes para as fotos de alta resolução, filmagens em alta definição ou aquela espetacular selfie. Houve um tempo, onde grandes descobertas eram todas financiadas por magnatas que se dedicaram a ciência pelo prazer e curiosidade em compreender o mundo.

Hoje, vivemos o oposto, grandes descobertas são em sua maioria financiadas pelo Estado com a coparticipação da iniciativa privada, e apesar de não agradar a muitos, trata-se de um modelo que vêm dando certo, principalmente pela possibilidade do uso massivo do dinheiro do contribuinte para reduzir o risco de perda financeira para as organizações.

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