Antonie Van Leeuwenhoek (1632 – 1723)

Observação microscópica de Animálculos.

“Sempre que encontro algo importante, penso que é meu papel descrevê-lo, assim pessoas engenhosas poderão ser informadas dos fatos. ” [Leeuwenhoek]

Filhos de artesão, trabalhou na fábrica de seu tio até completar 20 anos, quando fundou sua própria fábrica. Tinha como hobby fazer observações através de um microscópio; foi o cientista que mais descobertas reportou para a London Royal Society além de ter projetado mais de 500 microscópicos, cada qual mais apropriado para um tipo de observação.

Antes do século XVII não existia estudo algum sobre a possibilidade de vidas invisíveis a olho nu, e as pulgas eram consideradas a menor forma de vida existente. Contudo a invenção do microscópico permitiu novos avanços a ciência, e o inglês Robert Hooke foi quem primeiro observou as formações celulares e seu estado vivo.

Van Leeuwenhoek foi mais curioso que seu predecessor, e utilizou-se de um microscópico para buscar entender a existência de vida em diversos locais inusitados e impensáveis, como por exemplo seu próprio esperma. Sua técnica para a criação de microscópicos não seguia os dispositivos convencionais de duas lentes e, portanto, permitia uma visualização mais clara e nítida; que do aumento inicial de 30 vezes o chegou a incrível capacidade de ampliação de 200 vezes o tamanho original.

Seu principal alvo consistia na análise de líquidos, o que o permitiu identificar células sanguíneas, protozoários, bactérias, espermatozoides. Nomeou todas estas minúsculas formas de vida de “animálculos”, e reportou centenas de artigos para a London Royal Society, onde compartilhou suas descobertas, apesar de nunca ter descrito sua metodologia para a fabricação de microscópios.

Em uma época onde tudo e todos se voltavam para o desvendamento do espaço e a modelagem do movimento de corpos celestes, a descoberta de um novo mundo microscópico foi uma abertura e tanto de novas possibilidades. O mundo é demasiado imenso para acreditarmos e nos limitarmos a nossos sentidos, além do mais, o Homem é por demais indutivo para se esquecer de que um novo mundo de descobertas sempre estará apto a ser desbravado e explorado por quem se interessar.

Van Leeuwenhoek é um lembrete a nos instigarmos sempre, de que em um mundo amplo e complexo sempre está disponível. Mais importante que seguir a direção correta consistem em garimpar lugares inusitados onde poucos acreditam ou esperam encontrar descobertas grandiosas e fascinantes.

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