Judith Butler (1956-)

Gênero é um tipo de imitação para o qual não existe uma fonte.

“O Masculino e o Feminino não são papéis construídos biologicamente e sim socialmente.” [Judith Butler]

“Toda posição sexual é fundamentalmente cômica.” [Judith Butler]

Nascida nos EUA em uma família judia, se doutorou em filosofia em Yale e atualmente leciona em Berkeley. É uma das ativistas a causas feministas e LGBT mais influentes além de apoiar movimentos contrários a guerra, racismo e capitalismo.

Após a Segunda Guerra Mundial a sexualidade passou a ser objeto de estudo de Sociólogos, amparados na visão de Simone Beauvoir onde sexo era algo definido biologicamente enquanto gênero seriam as forças sociais que ditam o comportamento. Esta teoria somada aos movimentos feministas quebrou diversos tabus na sociedade o que trouxe à tona assuntos como liberdade sexual e homossexualidade.

Apesar de compartilhar desta visão, Judith Butler enxergou o Gênero não como uma dicotomia entre Masculino e Feminino, tampouco como algo estático. Em sua visão o Gênero era algo dinâmico e que envolvia um modelo muito mais diversos de identidades, estava mais relacionado com o comportamento e o fazer do que com o nascer e ser.

Segunda a autora o efeito cultural sobre o Genêro ditava até mesmo nossas opções sexuais, por exemplo ao nascer em uma sociedade onde se espera do comportamento feminino que se faça sexo com machos, manter tais diretrizes nada mais é que imitar o esperado e que tal conceito poderia ser replicado no modo de como se comportar, vestir e tantas outras normais sociais.

As pessoas seriam, portanto, atores atuando sobre um roteiro esperado, e que esta atuação de forma repetitiva e cotidiana levou a uma normalização e estado de crença em que nos encontramos atualmente, um conceito fundamental da Teoria Queer. A saída para o problema seria uma atuação subversiva e de insubordinação aos modelos existentes de forma repetitiva e genuína, por exemplo se vestindo e comportando de forma distinta a esperada, assim como fazem as Drag Queens caracterizado na comédia “Priscila – A Rainha do Deserto”.

Sua ideia de subversão  foi influenciada pelas teorias de Poder citadas por Michel Focault, apontando que o comportamento esperado de cada Gênero era uma influência direta do Poder constituído,  e que seria necessário quebrá-lo para seguirmos rumo a um modelo mais liberto onde outras identidades como gay, lesbianismo e transgênero passe a ser aceito tanto quanto aceitamos o feminino e o masculino.

Seu trabalho sofreu críticas, principalmente por não considerar que muitas pessoas que seguem as regras estabelecidas para seu gênero também podem se sentir livres desta maneira e claro por atuar a favor de minorias rejeitadas por uma sociedade culturalmente preconceituosa e muitas vezes extremistas.

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