W.E.B du Bois (1868-1963)

O PROBLEMA DO SÉCULO XX É O PROBLEMA DA DIFERENÇA DE COR.

“Ser pobre é difícil, mas ser uma raça pobre em uma terra de dinheiro é muito pior.” [W.E.B Du Bois]

“Toda luta pelo sufrágio do Negro, é uma luta pelo sufrágio da Mulher.” [W.E.B Du Bois]

Nascido em Massachussets tornou-se o primeiro Americano Negro a conquistar um doutorado. Ensinou economia, história bem como sociologia e filosofia, extremamente ativo escreveu diversos livros e artigos e foi editor em quatro jornais.

Apesar da Guerra Civil Americana ter abolido a escravidão, os negros continuaram sendo prejudicados o que os colocaram na posição de escravos sociais. O autor destacou que um mundo de oportunidades acessíveis aos brancos não estava ao alcance dos negros, o que limitava capacidade de mudar estruturas mais profundas da sociedade ou ter acesso as esferas de poder.

Com a derrota do Sul escravagistas foram criadas diversas Partição Federais para impulsionar acesso a estudo, trabalho e capital financeiro aos negros, o que criou um atrito pois tais benefícios eram percebidos como competidores às políticas que até então se concentravam aos brancos. O resultado foi uma segregação racial literal e absurda, que proibia legalmente aos negros o acesso aos mesmos locais que os brancos. Segundo Du Bois a principal falha desta política consistiu em não se preocupar com a reconciliação entre os espectros da sociedade.

Por estar iniciando uma vida em liberdade os negros se viram à margem da sociedade, o que criou na classe branca estereótipo do Negro do Gueto ou Criminoso, levando a comunidade negra a uma dupla consciência, àquela que remetia ao quem ele realmente era e a outra ao estereótipo cultivado pelo resto da sociedade.

O Negro em si não consegue se enxergar como um problema, pois para eles todos são iguais, contudo isto não é verdade ao abordar a questão na perspectiva do Branco. Citou uma lembrança pessoal de sua infância,  quando um colega de sala recusou um cartão de felicitações com a justificativa de que Du Bois era diferente, como exemplo de como as cicatrizes raciais são criadas com o tempo.

Não bastasse o preconceito, existia ainda o ideologismo cultural liberal, onde os negros deveriam ser pacientes e se contentar com a posição social de classes trabalhadoras para que no longo prazo consigam aos poucos conquistar novos espaços até que se vissem incluídos em todas esferas da sociedade. Esta permissividade de que a luta dos negros seria uma luta de longo prazo e não para os próximos anos, levou o autor a concluir que a única maneira de catalisar estas mudanças seria através da agitação política.

Se tornou extremamente ativista na luta a favor dos direitos dos negros, fosse através de instituições não governamentais, livros e extensas pesquisas estatísticas baseada em dados. Suas observações e metodologia suportaram diversos estudos futuros e ativistas que para lugar pelo direito de igualdade.

Pouco mudou desde os tempos de Du Bois, o Negro continua marginalizado, a ideologia de que nenhuma política é necessária para a inclusão, de que deve-se ter paciência e se contentar com um hoje melhor que o ontem ao invés de antecipar o futuro ainda é o consciente coletivo da sociedade atual.

Uma boa dose de discurso político oportunistas com pitadas de mesquinharia, ignorância e insensatez é o que ainda mantém os negros a margem da sociedade. São Brancos com medo de perder seus privilégios, e de ter que olhar de igual para igual ou até mesmo em uma posição de inferioridade no campo financeiro e intelectual, para quem, até pouco tempo atrás era a escória da humanidade.

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