Anthony Giddens

Mudança Climática é um assunto do fundo da mente.

“Pessoas têm dificuldade de dar o mesmo senso de realidade para o futuro tal qual dão para o presente.” [Anthony Giddens]

“(…) estamos destruindo o Planeta. Vamos encarar isto, não existe um Planeta B.” [Emmanuel Macron]

Nasceu em Londres em 1938 e é um dos sociólogos mais ativos nas últimas décadas, publicou mais de 30 livros e 200 artigos onde aborda os diversos aspectos do convívio social, desde a relação estrutural, passando por modelos econômicos e o impacto das mudanças climáticas.

Anthony Giddens reforçou que o mundo está em perigo e que o modelo econômico globalizado possui parte da culpa pela destruição, lembrou que apesar do modelo econômico ter grande responsabilidade e participação em qualquer solução, a mesma só virá após se tornar uma demanda da sociedade, algo que ainda não ocorreu e pode ser explicado sociologicamente.

Segundo o autor a era pós-industrialização criou uma sociedade recompensadora e estimulante, contudo que está saindo fora do controle e se tornando um “Juggernaut” cada vez mais difícil de enfrentar, ao passo que a sociedade se indispõe em confrontar as incertezas e os riscos.

Um destes perigos consiste na mudança climática, materializada no aquecimento global como consequência da emissão de dióxido de carbono através dos combustíveis fósseis. O autor alerta que por parecer um problema distante a maior parte das pessoas não agem ou não dão a mínima e que tal atitude pode levar a um modelo onde as consequências sejam tratadas tarde demais.

A maior dificuldade em se tomar ações consiste no paradoxo que desconecta as pessoas das recompensas do presente em detrimento de problemas futuros, mesmo que estes problemas coloquem tudo que se ganhou no presente em risco.

O autor finaliza que apesar dos grandes desafios possui uma visão otimista de que através da tecnologia a humanidade conseguirá contornar o problema antes que seja tarde demais, e que movimentos políticos através de acordos internacionais e mecanismos de mercado, como as taxas de carbono, já estão revertendo os efeitos através da desaceleração da emissão e aceleração do desenvolvimento de tecnologias que proveem energias renováveis.

O conflito entre homem e natureza existe há milhares de anos da antiga civilização Grega, passando pela Índia, China e até mesmo as civilizações indígenas das Américas, todas sem exceção eram preocupadas com a relação do Homem com a Natureza e de como a Natureza seria capaz de nos castigar.

Muito provável que o modelo industrial atual está infinitamente à frente de qualquer previsão catastrófica antes prevista, ainda assim o Planeta está firme e forte, funcional e frutífero, pelo menos na visão dos Homens, basicamente a única espécie que usufrui dos abundantes recursos, e arriscaria indo um pouco além, pelo menos na visão de algumas nações e alguns representantes que nela vivem já que grande parte dos indivíduos não possuem voz.

O debate sobre o impacto do Homem na mudança climática ainda possui duas faces. Fomentado por teorias científicas, conspiratórias, religiosas e culturais, muito se discute a capacidade ou incapacidade do Homem em mudar o clima do planeta levando a sua destruição.

A verdade pura e simples é que sim, o Homem pode e interfere na vida do Planeta e o consome de forma desenfreada independente da capacidade de mudar o clima ao ponto de levar a sua destruição, o que torna tal debate totalmente inútil.

A questão a ser levantada e a qual devemos buscar solução não consiste se o Planeta vai acabar ou não através da mudança climática do Homem, pois quanto a isso somos insignificantes, e as vezes mesmos comportando como Druidas estaríamos fadados ao mesmo fim.

A maior questão é a de que se o risco em apostar a vida de todos para o benefício de poucos faz sentido ou se o consumo recursos com grande desperdício é bem-vindo pelo simples fato de aumentar PIB.

Válido também considerar que no modelo de crescimento desigual e de concentração ao que estamos acostumado para trazer um dólar na mão de alguns miseráveis é primeiro necessário levar bilhões as mãos dos mais ricos, e que pode ser o caso de que o planeta não suporte tal demanda.

Como bem trouxe o autor, o problema é sociológico pois coloca em cheque o mito do crescimento econômico e a liberdade de desfrutar a vida concedida de nós mesmo para nós mesmo como individuo.

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