Manuel Castells

Liberte a produtividade com poder da mente.

“As redes se tornaram a forma predominante de organização para todo domínio da atividade humana.” [Manuel Castells]

“Enquanto organizações estão presas a lugares a lógica organizacional é livre.” [Manuel Castells]

Nascido na Espanha, mudou-se para a França onde estudou Sociologia. Posteriormente, mudou-se para Califórnia onde pesquisou sobre organizações sociais em forma de redes, se tornando um grande influenciador no assunto. É membro do ARNIC e leciona em diversas renomadas universidades.

Para Manuel Castells o avanço e desenvolvimento da Internet e tecnologias digitais foram moldadas por atores econômicos, sociais e políticos a nível mundial. Este avanço teria nos levado além da Era Industrial e de Serviços culminando no que chamou de Era da Informação, representada por uma sociedade conectada em forma de rede.

Devido à natureza global das interações o modelo de redes seria o mais apropriado para comportar tais fluxos de informações de forma eficiente, também diversas destas redes surgiriam, cada qual com sua especialidade para que pessoas e instituições a utilizem para competir e aprimorar sua produtividade.

Esta característica maleável teria levado as redes além das fronteiras dos Estados-Nações e que os modelos sociais concebidos pelos sociólogos do passado precisariam ser reavaliados diante de um mundo onde informações são obtidas instantaneamente e a interação criativa não possuem limites físicos.

O autor ainda classificou as redes em tipos, onde existem desde as utilizadas para resolver problemas burocráticos dando agilidade aos processos, passando por redes políticas como a União Europeia, de flexibilização do fluxo financeiro como o Mercado de Ações e Investimentos, até as redes de cunhos pessoais como grupos de email, Facebook ou Twitter.

Todas as redes eram caracterizadas pela descentralização na geração de conteúdo, capacidade de se expandir e retrair de forma rápida cuja efetividade estaria ligado ao tipo da informação trafegada, em conjunto com a criatividade e capacidade de impacto econômico e social.

O impacto das redes na sociedade consistia na criação daqueles que possuem influência nas redes e podem expandi-la nível global ou sem limite geográfico e aqueles que possuem acesso ou influência limitada a organizações locais. Existiriam basicamente o grupo de pessoas limitado a redes espaciais enquanto outros ilimitados pelas redes de informação.

O sociólogo mencionou também que a visão demasiadamente simplista de que as redes seriam domadas por poucos influenciadores a utilizando para exercer poder contra a todos era muito simplista, pois as massas estavam cada vez mais conseguindo espaço o que permitiria o uso para benefício próprio. Alguns exemplos são as redes Anticapitalistas, ou políticas como os Zapatistas no México, onde pessoas marginalizadas e sem acesso ao poder conseguiam exercer comoção em direção a seus propósitos.

Muitos Sociólogos renomados foram críticos do trabalho de Manuel Castells pela utopia em que enxerga o equilíbrio de poder nestas redes, o principal argumento é de que as redes estão cada vez mais acumulando o poder em alguns e que o resultado pode se aproximar muito mais de uma distopia do que um Mundo melhor. O avanço das redes seria apenas uma nova faceta e continuidade do Industrialismo.

Independente das críticas, existe o consenso de que a interconectividade mundial só aumenta e que a capacidade de se aumentar o processo criativo destas iterações só pode aumentar trazendo inovação e aumento de produtividade. Se isto terá como consequência um mundo mais iluminado e de paz mundial ou de concentração de poder só o tempo dirá.

Que assunto interessante, trazer á tona que a criação de redes para que grupos de pessoas possam interagir de forma eficiente em busca de um objetivo é simplesmente genial. Ainda assim vemos pouquíssimas empresas e instituições engajadas em criar sua própria rede, descentralizada e escalável com o intuito alavancar seu produto ou serviço.

Se a instituição onde você atua não possui uma estratégia clara para conceber sua própria rede talvez seja a hora de começar a idealizá-la. Naturalmente nem todas as redes terão a mesma relevância como as mais famosas e conhecidas, contudo isso não implica que ela será desimportante ou inútil. Na Era da Informação, o melhor desempenho será para àqueles que influência e catalisa suas redes ou provê a infraestrutura para existência delas, para todo o resto ficarão as migalhas.

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