Trabalho e Consumismo

Você foi hackeado e o seu cérebro foi sequestrado.

“Toda mulher é feminista. Elas podem se recusar a dizer isto, mas se levar qualquer uma delas 40 anos ao passado e perguntar ‘este é o mundo onde quer viver?’ a resposta seria ‘Não’.” [Dame Helen Mirren]

“As pessoas assistem a um comercial de batata com molho e saem correndo para comprá-lo. E a isto dão o nome de liberdade.” [Chuck Palahniuk]

“Uma das consequências da alienação do homem ao produto do seu trabalho e da sua vida é a de que Homens se tornarão alienados uns dos outros.” [Karl Marx]

A Sociologia nasceu da curiosidade em entender como a migração de vidas rurais para vidas urbanas e o trabalho artesanal para a manufatura afetaria a comunidade e o indivíduo. Enquanto tais aspectos eram observados, o avanço do Capitalismo trouxe prosperidade a parte da sociedade incluindo ainda mais variáveis para o complexo “cálculo” que tenta entender a sociedade.

Marx e Engels foi quem primeiro notou a formação de dois grupos sociais, o primeiro deles denominado burguesia oprimia o segundo chamado de proletariado, a dupla foi também o primeiro a destacar que o trabalho mecanizado e repetitivo colocava o trabalhador a margem da sua capacidade criativa o que o tornava alienado a seu trabalho e a comunidade onde vivia.

Max Weber notou que a racionalização somada a mecanização forçava as pessoas a trabalharem por resultados econômicos e não mais pela produção de bens, erodindo valores comunitários, estes substituídos pela ênfase na posse de bens materiais.

Thorstein observou que a produção de riqueza e a desigualdade social levou empresários e a classe média a concentrar grande parte da renda, e enquanto trabalhadores lutavam para ter o básico as classes mais abastadas praticavam o consumo conspícuo, ou seja, aquele desnecessário e utilizado apenas para trazer status.

Sociólogos discordaram se o avanço da mecanização traria benefícios ou malefícios para os trabalhadores, na dúvida se ela reduziria o trabalho repetitivo trazendo mais tempo para o trabalho criativo em outras áreas ou se acabaria por tirar do trabalhador seu único poder de barganha. Uma terceira via de pensamento foi então sugerida, onde os trabalhadores se adaptariam para exaltar os aspectos positivos de qualquer trabalho alienatório.

No final da década de 70 uma nova mudança começou a ocorrer, sendo a inserção das mulheres no mercado de trabalho e o crescimento do setor de serviços e informações os principais deles. Nesta nova era pós-industrial os produtos são vendidos de forma emotiva o que pode facilitar a reconciliação do trabalhador com o trabalho. Contudo ainda não se sabe se a desigualdade de gênero será reduzida por esta crescente participação ou se o sentido da vida poderá ser encontrado como produto resultando do próprio esforço e trabalho

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